Viver da performance.
O famoso "performático".
“Você tem que fazer isso por você.” - Bojack Horseman.
Já viram aquele termo “ser performático”, que até virou trend no tiktok recentemente? Pois é, uma trend boba que pode mostrar para gente sobre o mundo de hoje – quando foi que viver virou uma performance? – Para mim, existe um tipo de liberdade que ninguém comenta, mas que talvez no fundo você sinta falta: a liberdade de não se precisar provar nada. Hoje, muita gente vive como se sua vida fosse um Reality Show – especialmente os jovens – onde tudo precisa ser “aesthetic” e “postável”. É como se cada momento que a gente vive, precisa-se de ser postável apenas para agradar pessoas que nem conhecem. – Porém, existe um mundo além disso e ele é leve.
A ERA PERFORMÁTICA
A gente está crescendo numa era que recompensa quem brilha, quem aparece e quem brilha. E tudo bem gostar de brilhar – isso é humano. O problema é quando isso vira necessidade constante, como uma obrigação. Quando coisas simples, como ler um livro, passear ou iniciar um hobby, passam pelo filtro de “isso realmente parece ser legal?” ou “Será que combina com a imagem que eu passo?”, a vida vira um verdadeiro show, mas ninguém aguentaria a pressão de ser o protagonista 24 horas por dia.
A PRESSÃO INVISÍVEL
É no mínimo curioso que na maioria das vezes, ninguém está realmente cobrando nada. É a ideia do que os outros vão achar e não se nós mesmos vamos gostar, que nos coloca num modo automático de atuação. É como se nossas redes sociais fossem um palco, porém sem roteiro. Os dias se passam, a autenticidade evapora, a trend do momento acaba, e a sensação de nunca estar bom começa a se infiltrar.
A REBELDIA QUE MOSTRA A VERDADE
Existe um ato que pode mudar tudo isso: viver sem performance.
É o simples ato de escolher fazer algo pelo fato de que você quer. É deixar seu eu real existir sem a necessidade de moldura. Não para parecer misterioso – mas para ser livre. Quando você não performa, você volta a ser protagonista da sua vida e isso é libertador.
A LEVEZA.
O antídoto para isso tudo está no básico: conversa verdadeira, hobbies que ninguém vê, momentos que você guarda para si mesmo. Quando tiramos esse peso bobo das nossas costas, percebemos que a vida não precisa ser grandiosa para ser valiosa. Ela apenas precisa ser nossa. Em um mundo que te empurra para performance o tempo inteiro, ser genuíno é quase um protesto silencioso. Escolher a verdade acima da imagem é recuperar o controle da própria narrativa.
A liberdade disso não é sobre desaparecer, é sobre existir inteiro, sem edição, sem pressa e sem esperar validação em troca. No fim, viver de forma real é a performance mais poderosa – justamente porque não é uma performance.




adorei o texto!
é muito estranho quando tudo vira performance. se você vai comer em algum lugar, é perfomance. se você decide ler algum livro, é performance. se você veste uma roupa legal… é performance.
acho que fomos tão infectados pela internet e as maluquices embutidas nela que não tem como saber exatamente o que nosso é genuíno e o que não é (será que estou fazendo isso porque quero ou eu estou tentando conseguir alguma aprovação?)
maldita seja a influência negativa das redes sociais